quinta-feira, 7 de julho de 2011

one letter

Bem .. isto é difícil.
Não sei como se começa uma carta. Falta de experiência ou ausência de necessidade, ainda conclui qual dos dois motivos tem a probabilidade mais forte.
Tu não me sais da cabeça. Assustador, não te parece? De certo, esta ideia só me assusta em mim, por um motivo bem claro: só em mim que ela existe. Só eu te vejo. Só eu te ouço. Vejo nesses teus fixantes olhos, negros como a imagem que tenho do meu quarto sempre que nele me isolo, sem mais nada, quando falta a luz. Os teus olhos. Mergulho e retenho a respiração para não me afogar. Não queria de modo algum ficar morta nos teus olhos. Já que não me podes salvar, já tens ha quem salvar. Os teus olhos. O chão fica pouco. O ar intenso. Os teus olhos. Eles são terríveis. Deixam-me sem as minhas já tão fortificadas barreiras e o auto e o pro-controlo fica aquém de mim, perde-se no meio do teu sorriso e com eles, também eu me perco. Tu não me sais da alma. Só queria que não me saísses do lado. Com o passado, aprendi e ser Eu mesma para com o Outro. A controlar o exterior. A ti, não te controlo. Tu deixas-me assim de todas as cores, uma verdadeira tonta. E, logo esta pessoa que era a sensatez carnal. Onde estas?
Encanto-te? Rir-mos juntos é a melhor actividade que tenho feito ultimamente! Em tempos passados, esforçava-me para encantar seres humanos que desejava angustiamente que me notassem. O que é que alteraste? Apresentei-me a ti, despedida de tudo. Eu. Tu. 16 horas por semana. Aqui estou. "Parece que te conheço desde sempre...", incrível, não é? Concordo com essa sensação, mas desconfio. Desconfio do destino, disto, daquilo. A segurança tem que passar mais do que pelas câmaras dos meus olhos, sente realmente essa tua força ao agarrares-me quando, imaturamente, brinco contigo barbaramente. Senta-te.
Eu vou te proteger dos outros e de ti mesmo, dos teus medos.

És um bom miúdo. Mas, não és meu.
Nem podias.
Caso contrario, estas palavras nunca tinham sido pronunciadas. Sim, eu sou esse bicho egoísta que não consegue fingir, não consegue acomodar-se com mentiras doces. Eu só vivo! Intensamente, exprimo aquilo que sinto. E, sim, eu vivo estes sentimentos não atingidos. A meta é chegar lá .. o caminho é que nunca é o desejável, aquele que pateticamente era o agradável para todos! um dia, canso-me de combater a concorrente e deixo-me ir por todos. Ai já não vou mais a ser a tua Daniela, mas mais uma. Que se deixa ir pelo senso comum e não pelo senso critico. Gritam e castigam-me por não ser capaz de estar como todos estão - em conformidade, em consenso.O conflito é saudável. Até um dia.

Esta é a tua carta.
Este é o segredo.
És tu.

Beijo, meu sinal proibido!

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