quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Rasto do sol .


É este o RASTO que quero para mim. é o rasto do SOL. rasto. rastejo, caminho, sigo.
Enchi os meus pulmões de ar, inspirei e expirei. Acalmei as partículas gritantes por um momento mais saudável, menos poluído e sem palavras. Palavras que não se ouviam, que não existiam. Conversas com o mar, que me respondia. Que me abraçava em cada onda quebrada! Não esqueci, não temi de o agradecer. De o dar a conhecer o mundo que se esconde em cada acenar de mãos, a cada passo dado em sentido oposto ao aceitável, ao correcto. Cada vez, sigo o rasto. do meu sol, pouco luminoso, eu sei. como sei. mas, é este o rasto, meio torto, meio desalinhado e nada atinado que estou a seguir. Quem o seguiu, ainda não perdeu o sorriso. Quem perdeu o sorriso, morreu.
Não posso perder a orientação do sol! Mesmo nas noites mais escuras e esquecidas, eu sigo. nunca me perco. Estou sempre no sentido da vida e no risco de me perder de mim mesma, da minha sombra e de ti. e de ti eu já perdi o rasto há muito tempo. Até tenho duvidas se algum dia cheguei a identifica-lo ou nota-lo na minha vida. Foi curto mas doloroso. Marcante mas não duradouro. Foi um rasto como tanto os outros, espero realmente que sim. Foi um rasto, um risco. Desnorteado, rosa de ventos que o Tempo não quer a apagar. mas, eu vou. vou seguir o rasto. vou apagar a tua pegada. vou respirar. sem ter que te ver. Rastos. Sol.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Eu sei.

Sabes ler-me em pedaços de areia e não é preciso explicar o significado das pequenas coisas com que fazemos analogias para dizer o mais parecido com o que vai dentro da alma. Sei que lês-me, e bem. Pedrinhas.



domingo, 22 de fevereiro de 2009

hoje, sonhei.

O meu sonho não passou mais do que uma realidade vivida sem me movimentar
Foram quatro dias previstos menos um .
Reconheci em cada traço do dia, da pessoa, que seria aquele momento do meu fim. E evitava-o.
Pois conhecia-o. E era convincente com a morte, radicalmente emotiva e persuasiva em não, não querer morrer. Fiquei perdida numa avenida enorme onde o tráfego não era intenso mas eu sentia-me a sufocar, a triturar pelo ar rarefeito. Sabia exactamente o que não devia optar nos dias seguintes se não queria morrer. Acabaram-se as previsões, cheguei ao quinto dia sem saber qual era a linha de decisões que não devia seguir. Sempre a recear, sempre a temer. mas, para quê?
A minha morte era certa e eu sabia-o. Não sei como acabei, mas sei que implorei por não ir, por ficar. Foi ao quinto dia e não tive salvação. Morri e o livro que estou a escrever ficou por completar.


"Quando a cabeça não tem juízo
Quando te esforças
Mais do que é preciso
O corpo é que paga
O corpo é que paga
Deix'o pagar, deix'o pagar
Se tu estas a gostar...

Quando a cabeça não se liberta
Das frustrações, inibições
Toda essa forca, que te aperta
O corpo é que sofre
As privações, mutilações (...) "

Antonio Variações :) GRANDE, mesmo !

sábado, 21 de fevereiro de 2009



Lost in a dream
Nothing is what it seems
Searching my head
For the words that you said

Tears filled my eyes
As we said our last goodbyes
This sad scene replays
Of you walking away

My body aches from mistakes
Betrayed by lust
We lied to each other so much
That in nothing we trust

Time and again
She repeats let's be friends
I smile and say yes
Another truth bends
I must confess

I try to let go, but I know
We'll never end 'til we're dust
We lied to each other again
But I wish I could trust

My body aches from mistakes
Betrayed by lust
We lied to each other so much
That in nothing we trust

God help me please, on my knees
Betrayed by lust
We lied to each other so much
Now there's nothing we trust

(whispered):
'How could this be happening to me
I'm lying when I say "trust me"
I can't believe this is true
Trust hurts
Why does trust equal suffering'

Absolutely nothing we trust !

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009



Simplesmente o '
Ti' já não sou eu. this love ...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Mitosounão

A nossa historia vai realmente tornar-se num mito. Espero que estejas orgulhoso por pertenceres á minha historia mais triste, mais profunda que alguma vez tive. E terei.
Quero-te evitar, mas as palavras fogem atrás de ti e trazem-te para perto, para o meu lado.
Risquei-te a alma, eu bem sei, pelo amor que nutrimos um pelo outro.
Não era para ser assim, nem era para ser - replicavas-me ao ouvido.
Sorria muito ao teu lado. Santo Deus, como sorria!
É injusto não existir penas nem leis que regulamentem os sentimentos. Queria-te preso!
Mas, preso já estas... a mim, a nós. Queria-te fora! Mas, também fora já estás. Fora de jogo, fora da minha vida. E com isto não quero dizer que estejas no banco de suplentes. Não te quero lá, não te quero na minha equipa ou ate mesmo no meu campo de visão.
Só te quero... como te quero!
Criamos um mito sobre nós mesmo e no fundo nem somos nós. São duas pessoas, apenas. Vulgares. Personagens de um historia nada relevante para o mundo.
Gritas-me, afirmando que é a nossa historia!
Não queria destas historias... não queria que fosse uma historia.
Não queria conta-la aos meus netos, mas sim aos nossos. E poder desenhar em letra muito bonita a nosso final. mas, de nosso só temos o que nos separa. e nem te quero. e nem te sinto.
Já nem consigo chegar a ti. Também não quero. Também não. Não mais. Não nunca.
Fica fora de jogo, das quatro linhas que me fecham neste circulo dentro de circulo.
Não sufoco. Respiro apesar dos meus pulmões estarem fracos e doentes. Desminto em cada passo o amor que senti. Não aceito que senti tanto e perdi. Perdemos.
Não estava escrito. Não era para acontecer. Salto da janela fora e vou atrás da minha luz, da minha fonte de agua pura e repleta de sorrisos. É o sol que esta a bater-me a janela .. e eu abro-me ao futuro, a vida. Não nego oportunidades de ser feliz!

Quero mesmo isso ... aprender a ser feliz! :)

rumos

Sigo agora os sinais e ouço com todo meu coração estes ventos, estes raios de sol e encontro as minhas forças na Natureza. Em pedaços de ar que inspiro.
Em pedaços de sol que a minha pele abstrai.
Preciso disto para sobreviver, para a minha sanidade mental. Cada vez é menor, é facto.
Ate que ponto ando desencontrada com a minha sombra? E também dela, preciso.
Não quero andar sozinha debaixo do sol. Quero mais que a solidão, quero a minha imagem reflectida no chão. Para eu poder contemplar, para eu poder pisar e estrangular.
são memorias de dias de sol como hoje, como ontem que me fazem aquecer o corpo.
Mas, tu não estas... nem sei quem és tu ou ate mesmo se existes.
Há duas maneiras de viver e eu vivo das energias que o sol,o vento, a chuva me dão.
É vital. É necessário. Como tu um dia foste. Não te troquei por ninguém, era difícil isso acontecer. mas, foste substituído por algo. Pelas coisas boas, pelo arco-íris, pela músicas, pela esperança.
Caminho, caminho ... e não procuro saída, não quero sair.
Quero ficar dentro desta lareira e incendiar-me!
Queimar-me depois de ter despejado gasóleo por todo o meu corpo humilhado e desprezado pelas tuas mãos... E o causador da minha inflamação o teu isqueiro, as tuas palavras e as tuas ausências.
Já não temo mais, revivi.
Renasci daquelas cinzas que tento, que esforço por soprar para bem longe da minha vida ou para debaixo da minha cama, não sei bem.
Já não temo as recordações, nem as tuas palavras.
A palavra vital, a palavra que me ordena não é mais insignificante como tu te reduzes.
desces as escadas com um mundo em cima das costas, em parte o meu mundo. Vou recupera-lo!
Não! Basta! e a saudade se instala... e sente-se o lugar frio do lado direito da cama... sente-se tanto e ao mesmo tempo tão pouco, tão misero.


Depois há despedidas de pessoas que até nem eram relevantes, mas que nos surpreendem com o seu abraço forte e singelo, e como pessoa mais vivida e mais velha, recomenda-me ao ouvido " sê feliz e porta-te bem " .

E eu respondo com um sorriso.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

I'd kill myself for you. now I'll kill you for myself.

It's so important to make best friends in life, but it's hard when my friend sits with blank expressions.
São dias de pleno sol e até nas noites nos encontramos com o sol!
Em sorrisos, em musicas, em mãos dadas e abraços aconchegados.
Fica tudo a um plama da mão, da minha mão. Vira-se copos pela ânsia de os ter.
As pernas tremem de tanto frio que não se sente. mas, só se tem essa justificação para este ou aquele tremer.
São noites, são dias. Muitos dias, muitas horas. é assim que faço a minha vida.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Tonight.



"Well crucify the insincere tonight
Well make things right, well feel it all tonight
Well find a way to offer up the night tonight
The indescribable moments of your life tonight
The impossible is possible tonight
Believe in me as I believe in you, tonight"

São musicas transformada em sensações, apreendidas pelos sentidos. Ouve-se de tudo, conhece-se e reconhece-se experiências e vidas tão pouco desiguais. Espero que o Tempo passe e me traga o que mais quero. Vive-se em ácidos e ouve-se silêncios profundos.
A vida tem sido vivida com muitos sorrisos, muita cor e magia :) e gosto tanto desta sensação de ACREDITAR , de VIVER, de me DIVERTIR e RIR em grandes companhias e bebidas.
Que venham 2009, eu estou de braços abertos ao futuro, sem medo do que posso perder, sem medo do que certamente vou ganhar. Quem é pra ficar, fica sempre. Independentemente de tudo! :)
How can I do more ? I don't care about anything but I care about everything!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

sábado, 7 de fevereiro de 2009


Compensa todos os sacrifícios ver que fazemos alguém feliz, que ao lado de alguém feliz também uma parte de nós é feliz. E é doce :)*

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Era assim.


Era assim. Era assim que me encontravas a tua espera, nua, despedida. Tocavas-me e eu sabia para o que vinhas. Mas, nunca entendi porque foste embora. Percorrias-me suavemente e depois esquecias de quem eu era, de quem estava contigo. Era mais uma. Só te importavas contigo. E eu também, eu também só me importava contigo! Desististe quando eu não tinha capacidade de o fazer. Choras, mas confundes as tuas lágrimas com a chuva, para ninguém se aperceber. Tornaste o teu coração gelado e eu permaneci no mesmo sitio de sempre, nua, as mesmas horas e no mesmo sitio á espera do teu toque, da tua respiração, da tua posse sobre mim, sobre o meu corpo e alma. Continuei a espera. A espreitar na fechadura da porta por ti e só o tempo passava. Hoje, já não espero. Porque percorrer a rua que já sabemos que tem beco? Não insistir, não lutar e o 'não' manter. Atirei-me da janela abaixo. Vesti-me e não voltei a esperar por ti. Não vou esperar, não vou congelar. Enchi a minha própria banheira com as minhas lágrimas e mergulhei de cabeça e entendi. Entendi que dei-te tudo, o lugar na minha cama, na minha vida, no meu corpo, no meu coração. O Lugar que não se dá assim. E eu dei-te com um sorriso na cara. Penetraste na minha pele e todos os dias cuspo na tua foto, porque eu não quero mais. Não quero mais amar-te, não quero ver-te. Segui em frente. Cada vez mais me cativo pelo arco-iris que quero acreditar que contigo não via. Gostavas de me fazer tua com vendas nos olhos, mais uma das tuas fantasias. E eu permitia-te a satisfação total quando a minha satisfação interior era reduzida a míseros bombons que me davas em palavras para me adoçar a boca ou alma, nunca entendi. Agora, olho para o sol e sei que ele brilha muito mais do que tu. E compreendo hoje, que esta nas minhas mãos a minha valorização e não nas tuas. E apercebo-me que ser feliz não tem que ser obrigatoriamente contigo. Não estou a errar, não estou a destruir a pessoa que sabes que sou, estou apenas apreender a ser feliz. Ao contrario de ti, que me amas, que me choras, que nos lamentas. Foi a tua escolha. Era assim nua e tão tua que me encontravas. E hoje, já não. Já tão pouco tua, tão pouco nua. E sem vendas.