
Enchi os meus pulmões de ar, inspirei e expirei. Acalmei as partículas gritantes por um momento mais saudável, menos poluído e sem palavras. Palavras que não se ouviam, que não existiam. Conversas com o mar, que me respondia. Que me abraçava em cada onda quebrada! Não esqueci, não temi de o agradecer. De o dar a conhecer o mundo que se esconde em cada acenar de mãos, a cada passo dado em sentido oposto ao aceitável, ao correcto. Cada vez, sigo o rasto. do meu sol, pouco luminoso, eu sei. como sei. mas, é este o rasto, meio torto, meio desalinhado e nada atinado que estou a seguir. Quem o seguiu, ainda não perdeu o sorriso. Quem perdeu o sorriso, morreu.
Não posso perder a orientação do sol! Mesmo nas noites mais escuras e esquecidas, eu sigo. nunca me perco. Estou sempre no sentido da vida e no risco de me perder de mim mesma, da minha sombra e de ti. e de ti eu já perdi o rasto há muito tempo. Até tenho duvidas se algum dia cheguei a identifica-lo ou nota-lo na minha vida. Foi curto mas doloroso. Marcante mas não duradouro. Foi um rasto como tanto os outros, espero realmente que sim. Foi um rasto, um risco. Desnorteado, rosa de ventos que o Tempo não quer a apagar. mas, eu vou. vou seguir o rasto. vou apagar a tua pegada. vou respirar. sem ter que te ver. Rastos. Sol.


