quinta-feira, 29 de janeiro de 2009



"Come up on different streets, they both were streets of shame,
Both dirty, both mean, yes, and the dream was just the same,
And I dreamed your dream for you, and now your dream is real
How can you look at me as if I was just another one of your deals?"
Dire Straits - Romeo and Juliet

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Esperas.


"Quando penso em esperas, penso sempre em bancos. Mas sempre em dois bancos. Assim como quando penso em solidão, penso sempre em bancos. Num banco. Assim, as minhas esperas são sempre a dois. A minha solidão, às vezes não foi a um. Mas poucas. E já não me lembro. Agora, não. Agora, quando penso em bancos, penso em dois bancos. Sempre. E espero."

domingo, 25 de janeiro de 2009

Não penso. Pensamentos estão proibidos. Em causa está a minha sanidade. Não penso. "Não penses, rapariga!", diz-me uma voz sombria. E eu não penso. Não quero pensar, evito, nego e recuso pensar e qualquer espécie de palavras vindas da consciência. Não quero perguntas, não tenho respostas. Por não querer pensar, não tenho nada. E é isso somente o que quero para mim - nada. Estou na fase da recusa plena de tudo o que me faça reflectir ou pensar antes de agir. Não é momento para isso. Não é dia de parar e pensar.
Não é. Nem quero que chegue. Por enquanto, não.
Por enquanto, assim.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Sabem como é ? ...



Highway to Hell !

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Too late

Crio o meu próprio mundo, onde metal e alcohol são os elementos principais e necessários.
Nothing really matters, anyone can see?
Nothing really matters to me, now.

domingo, 18 de janeiro de 2009



Since youre gone
There is an empty space
Since youre gone
The world is not the same

I go back to the places weve been
It feels like youre still there
I live all those moments again
Wishing you were here

Since youre gone
There is an lonely heart
Since youre gone
Nothin is like it was

There are memories all over the place
Bringin it back all so clear
Remember all of those days
Wishing you were here

All those lonely nights
I gotta fight for you, yes I do
Yes I do

Since youre gone
There is a heart that bleeds
Since youre gone
Im not the man I used to be

I follow you steps in the snow
The traces disappear
We know what weve lost when its gone
Im wishing you were here

All those lonely nights
I gotta fight for you, yes I do
Yes I do


Não associo a nada. Ou pelo menos, tento não o fazer.
Bubas, que venham mais! Estado incomensurável de ver o mundo :D

sábado, 17 de janeiro de 2009

Lembraste ?


Mostro o meu interior a um livro de cara escura onde escrevo com uma letra bonita, é mais uma pagina da minha vida que está a ser escrita. Perco-me por entre sensações e vivo tudo novamente, pela segunda vez, mas mais nitidamente.
Tu, ser que (ainda) me iluminas, fazes-me aquecer na ânsia que tenho por te ver, por te encontrar numa esquina dessas irreversíveis. O telemóvel toca e és tu, és tu que bate a minha porta e eu não deixo entrar. Quem é que o faria por mim? Dei-te a chave, mas tu esqueceste de tudo o que te fazia ficar. Partiste. E o que era, foi junto contigo. Só as lembranças deixaste fixar, para ficar esta dor aguda que me consome. Sim, foi contigo que senti borboletas na barriga e deixei de a sentir. Deixei escapar as borboletas num dos meus gritos pela sanidade mental que já não tenho. Não sei bem onde senti ou se foi por ti, mas vibrei em teus braços sempre que eram as estrelas nosso pano de fundo.
E o Tu é tão ambíguo.
Para quem me dirijo, nem eu sei bem... Amei muito e ele sempre escondeu a cara. Para eu não saber quem era, para poder usurpar-me e me deixar caída numa valeta a chorar por alguém que não sei quem era. Para a dor aumentar, para se inibir de responsabilidades e poder cruzar-se na rua e dizer-me 'Bom dia', como é habito cá pela terra.
Vou reconstruir-me, apesar do mal que habita em mim, tenho boas perspectivas. 2009, porque não?

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Acordei assim..

Tudo depende de nós. A vida tem a cor que nós quisermos dar-lhe.
Vou pegar em todas as cores do arco-íris e pintar o meu mundo. (sorrisos)


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Quando olho para trás tenho a sensação que passei mais tempo da minha vida a sofrer do que a ser feliz.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009


Como se já não pertencesse,
Como se nunca tivesse conhecido.
Cai sem tamanha, pesada e a cama elastica rebentou e agora vê-se verdadeiramente o que se escondia por detrás de sorrisos.
E o verde já as folhas das arvores perderam.
Já nem existem... Peço condescendência para com a minha existência.
Que a vida me traga mais do que peço, em estrelas, em passeios onde me deleito a olhar para um céu, que tanto me acolhe.
Umas vezes, sozinha. E outras, perdidamente na solidão.
Só mais uma tentativa de sair da agua e não mergulhar de forma a bater com a cabeça no chão e rachar as ideias e não os sentimentos.
E logo eu que bem queria rachar o que sinto e por no fogo, arder.
O coração não muda, esta retido no tempo e não só, também numa pessoa que a cara vai-se dissipando e deixo de saber quem é a pessoa .. e passa a ser alguém. Alguém algures pelo mundo que não me liberta de mim mesma.
Quero que as nuvens e a chuva que transforma o meu chão numa poça de lama me façam, entrar numa coma profunda e que essa Pessoa saiba que eu continuo com ela, foi até isso mesmo que jurei. Que iria estar sempre com ela, as minhas promessas ultrapassam barreiras do tempo e das massas ridículas do ódio e da angustia. Fujo! é essa atitude para eu sobreviver ao coma, ao standby que se transformou este conseguir respirar e raciocinar. Nada mais interessa, o principal não foi dito. E nunca vou dizer.
Ate porque .. não quero que me saibam traduzir em palavras ocas, bem tentaste saber-me, ler-me, e com as tuas mãos decifrar-me. Não atingiste o patamar acima do que sou. Talvez, só por isso eu consiga dizer que não, não foi desta. mas, também não será em mais nenhuma.
Sem certezas, sem segurança ... eu não quero chorar, deitar lágrimas por quatro anos de vida perdidos, perdidos por amar, por nunca ter deixado de acreditar.. fui uma ingénua lutadora, que lutava, que não fraquejava mas que tu pisavas. Votava ao cimo, não era com a tua ajudava, era com ajuda da minha almofada, com ajuda das paredes onde um dia encostaste as tuas costas em risadas felizes porque eu .. sim, eu .. fiz tudo por tudo para te fazer feliz, amado e muito protegido quando na minha base só o teu sorriso me fazia sentir feliz.
Dei-te tudo, enchi-te com tudo .. depois, de te ter dado tudo ... Tu voaste, reconstruíste as tuas asas que tinham sido feridas por um alguém que sempre foi Pessoa na tua vida. Recuperaste e uma parte do que és hoje sou eu .
Não valeu de nada mas não estou preocupada com isso ... como tu me dizias, o que é meu ou teu esta guardado.
As minhas mãos estão fechadas a esse futuro que esta a bater na porta, na janela e a espreitar e convidar-me para uma só vez eu ser egoísta, como tu nunca me ensinaste a ser mesmo eu vendo o teu exemplo egoísta de pessoa egocêntrica. Não segui o teu exemplo mesmo achando-te perfeito. Agora pergunto-me .. perfeito? meu anjo? Onde e quando ?
Onde é que me perdi ? foi este o maior defeito de nós, ou de tu e eu, eras egoísta de mais e eu, bem, ingenua e uma eterna criança que acreditava que o meu príncipe era o que me cobria os ombros com o cobertor. Tu fazias isto melhor que ninguém e mesmo nesse ponto enganaste-me. Não es agua ... és lama, que eu vou pisar e seguir em frente. Sempre quiseste isto, força!
Força, força, meu amigo, meu amor, meu tudo ... apesar das dores, das lágrimas, do ódio ... eu ainda consigo pensar que gosto de ti. pensar, realço. porque sentir já não sei o que é.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009



Now the drugs don't work
They just make you worse
But I know I'll see your face again

'Cause baby, ooh, if heaven calls, I'm coming, too
Just like you said, you leave my life, I'm better off dead .

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Voltei a reencontrar-me, pelo menos, sei que me cruzei com a minha sombra como a um ano atrás.
As minhas pernas tremeram de medo mas como podia ter medo se estava rodeada por alguém que sabia que mesmo longe nunca iria me deixar acontecer algo de mal. É o meu anjo, de olhos claros e de um sorriso .. incomensurável !
Senti vontade de escrever, enganar o tempo e brincar as escondidas. Abri a porta e entrei a sorrir. Alguém me aconselhou a ser egoísta, para uma vez na vida, pensar em mim e não tanto nos outros. Assim, vou fazendo o meu dia.
Aquilo que deixei escapar pela racionalidade, quebrou a própria razão e destruiu o pensar antes de agir. Agora, entendo as tuas palavras. Entendo o porque de não entenderes as minhas, no fundo, nem eu entendia, nem eu conseguía ver qual era a lógica que tentava fazer. Fui me enganado, fui-te enganando.
Sorri muito naquela noite! Não só porque vi partes de mim como ainda encontrei partes de ti. (sorrisos) E porque já não olho para a frente, foi muito bom ver que tenho ou tive, como entenderes, uma paixão adiada.
Não vou deixar de viver, isso garanto-te. até porque agora sei muito mais do que sabia, ate certo ponto, isso é bom.
Damos de caras com pessoas sinceras que não aparecem por acaso, trazem uma garrafa de agua cheia de palavras! Nem viste, mas estava la assim uma pessoa dessas ... e eu deparei-me com ela em todas as vezes que a minha alma queria gritar, tanto fosse numa ida a casa de banho, tanto fosse num pedido de mais uma cerveja... Oferecia-me garrafas dessa agua que evitava tocar ou saber, mas despejou-me um balde agua morna, não tive saída. E agora, nem me arrependo... Foi agua, foram palavras de uma alma cortada para uma alma despedaça, e tu nem viste os pedaços que estão em falta, nem reparaste que o meu pé não cresceu e que eu continuo afundar como as pedras que já encontramos.
Não nego sorrisos, não nego mais nada. Prometo.

domingo, 11 de janeiro de 2009



So take this night
Wrap it around me like a sheild
I know I'm not forgiven
And I need a place to sleep
So take this night
And lay me down on the street
I know I'm not forgiven.


But I hope that I'll be given some peace!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Sim, sim, sim!
Aflição fala no meio da corrente de ar que a minha vida tornou-se. desisto, sim!
Já não aqui mais nada que me faça ficar, o gelado mesmo no congelador do meu coração esta a derreter, tento esconder e ninguém vê este sangue congelado a entupir as minhas veias, a impedir a circulação. Sufoco na amargura da distancia que uma pequena navalha esta de mim.
Era ela a minha salvação ou apenas é a tentação a iludir-me?
Imploro por um estalo teu, que quebres esta camada fina de gelo que me está a envolver.
Imploro pela minha sanidade que esta nas tuas mãos!
Imploro pelo beijo que ficou por dar, ou melhor, que nunca foi dado!
Imploro ! Imploro de joelhos a escorrer sangue e cheios de areia que me libertes daquilo que nunca fui - tua.
Liberta a minha alma, sei que nunca mais vou saber do paradeiro dela mas o sangue irá começar a correr quando eu sentir que ela não está em ti, fecha na guarda-fatos junto com todas as prendas e letras que te dei. Até lá guardaste as minhas lágrimas. E nada tenho. Só os pés me restam, nunca os viste. Logo, nunca me os irias tirar. E como é no chão que me encontro é do chão que me vou levantar. Os pés, os meus pés, que para ti eram insignificantes, vão ser eles que vão ser a minha base.
E juro-me, que nunca, mas nunca mais irei voltar a deixar que o meu coração pare, o meu interior morra.
Se tiver que odiar, vou odiar ! Não vou perder o amor que sinto por mim. Vou descongelar só por um único motivo e o mais lógico ... por mim !

sábado, 3 de janeiro de 2009

“Purifica o teu coração antes de permitires que o amor entre nele, pois até o mel mais doce azeda num recipiente sujo.” Pitágoras
No fundo, tudo está escrito. Algumas vezes disfarçamos com o olhar aquilo que já sabemos - o fim esta próximo. Desviamos o olhar porque negamos e queremos tornar o que pressentimos como algo inútil, algo que não tem valor nem voto na matéria. Ignoramos o óbvio, com essa mesmo ignorância vivemos a temer cada dia que vai passando. Negamos as horas, o frio, a ausência e não somos capazes de negar a dor. Queremos senti-la, queremos gozar o luto que a vida tornou-se. Conscientemente vamos brincado com os becos, com as portas sem chave e com as bonecas sem cabeça. Brincamos, levamos a vida a esconder, a ignorar o óbvio! E agora? Agora é óbvio que vou continuar a querer fugir, a tapar as feridas com pó a que eu sou tão alérgica. A vida continua, não é ? contudo, muitos já estão mortos. e nem sabem, nem querem saber. Para que? O conhecimento impede-nos de ser felizes!