Há coisas que me fazem muita impressão e que me custam muito…
Por exemplo, bater com os dentes nos caroços, sair-me a fava no bolo-rei, ou cobrarem o bilhete do autocarro quando tenho o passe pago mas que não funciona, apenas naquele momento.
Custa-me mesmo muito, a falta de humildade, a arrogância e a verdadeira pobreza.
Custa-me assim-assim …engordar 3 quilos numa refeição, e demorar 3 meses a perde-los.
Custa-me, contarem-me duas versões da mesma história, falarem mal dos meus amigos ou tentarem fazer-me de parvo e conseguírem.
Custa-me ver aqueles que, para estacionar, (normalmente carros de serviço) têm de bater no carro da frente e no de trás.
Custa-me pouco, mas preferia não ter de tirar a casca do queijo, a publicidade da caixa de correio e desviar-me de sarjetas que têm exactamente o encaixe perfeito para as rodas da minha bicicleta.
Custa-me … estas coisas custarem-me tanto e não conseguir ficar indiferente.
Por outro lado, não me custa nada…
Procurar pechinchas em longos passeios pela feira da ladra ou encontrar uma nota de 20 euros perdida na calçada, ou numas calças que não visto há 2 meses.
Não me custa nada, dar passagem no meio da multidão e retribuírem com um sorriso.
Não me custa mesmo nada, falar pelos cotovelos, ouvir os desabafos e descontentamentos de outros, dar conselhos e ficar com os meus problemas por resolver. como sempre.