Dia 1, da semana anterior a partida.
Iniciamos esta corrida de emoções, atrás de borboletas que engarrafamos com os abraços apertados de um 'não vás', 'não me deixes', exactamente iguais a força dos meus dedos entrelaçados nos teus. Um constante adeus, um constante querer, um constante aperto da tua futura ausência. Percorremos caminhos, cantados, falados, digitados, sempre tocados pela alma, pela essência daquele canto quente de quem corre por gosto sem nunca cansar. Seria um bom exemplo de Variações tirando o som a sua música, marcando pela pele as suas letras, os seus poemas daquilo que costumávamos fazer e não vamos fazer mais.
O inicio foi polimorfo. Como só tu sabes ser.
Duvidei, no entanto avancei. E eu agora sei que me vais abandonar.
As sementes reproduziram-se num campo em que querias garantir sempre e sempre que seria um deserto. Até hoje não sei o quanto ainda consciente tinhas para me dar e evitaste a todo o custo, por este prazo de validade, por esta ida sem mim, sem, sobretudo, nós, sem, essencialmente, a misera tentativa de tentar um esforço, por nós, assim como quem faz por fazer, um esforço por viver. Por vivermos.
Com este fim, não te sei dizer se valeu a pena estes meses. Se valeu a pena, porque não conseguem assegurar, pelo menos, uma tentativa de superar a distancia? Combater a maldita e estabelecer a ponte da barca para esta luta?
Eu quero lutar.
Eu quero esperar.
Mas, contigo.
DP