sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

a thing

"Admiro a luta que travas com o teu coração."

As historias só tem que ser normais, isto é, perpendiculares, que não tendem nem para a esquerda nem para a direita, que se situam precisamente no meio. Sempre fui o oito ou oitenta, nunca o quarenta e quatro, como era tua desejabilidade pessoal.
Agora, nesta história toda, de idas e vindas, de estados certos e estados instáveis, tu passas e não vês e eu tenho tanto para te dizer. Já não sou a criança que outrora se encontrava no primeiro capitulo e viciada nas tuas páginas. Aprendi a ser independente de tudo, até de mim. Cheguei a estúpida conclusão que te superei e até de mim abdiquei para viver. Não preciso de nada para viver, as minhas leis mudaram, já não se ficam pela E -> R, não preciso disso. Mas... Devolve-me.
Tudo o que criticavas em mim porque era tudo o que eu queria mudar só que ao mesmo tempo era tudo o que me fazia sonhar, e a vida é mais fácil para quem sonha!
Não quero fechar os meus olhos, a escuridão está lá.

Fizeste de mim a pessoa mais criticada, duvidei da minha auto-eficácia e recorri a um modelo de aprendizagem inspirado em Akers. Mesmo assim, tu nunca me mandaste embora.
Expulsa-me. Atira-me da janela da tua vida e sopra, muito. Para eu ir e não voltar.

Se mudei, se cresci, se inspirei, se amadureci e anulei todos os aspectos negativos... porquê que com e sem eles, tu nunca me disseste que não me querias? Porquê nunca me deste um não?
E, logo, eu que estava tão habituada a contorna-los...

Eu estava era centrada em outras questões que me desviaram de chegar as estas conclusões.
Afinal, não era tão dependente como tu... Que não me mandas embora, por medo ou por amor, quem sabe.