Escuta.
No meio de fragmentos preenchidos pela distancia, numa noite de Natal, encontraste longe do nosso porto de abrigo. Pelo teu caminho, vai um dia, meu coração.
Esse dever chama-lhe. Esse dever é seu direito.
Pudera eu, com as minhas mãos cansadas, evitar essa partida. Partida para o meio de uma guerra que nem a ti pertence e já tu estavas em guerra no teu sóbrio quarto.
Evito pronunciar as dores desta separação, mas escrevo.
Olhas ao teu redor, encontras tudo, tudo. Sentimentos envolvidos em sangue, corações partidos, vidas desentendidas e fragmentadas... mas, isso vias cá!
Escuta.
Porque decidiste ir? Por saberes que eu também iria?
O mundo é dolorosamente menos amplo de cores do que a vida teima em afirmar.
A nossa terra continua no mesmo estado. Queres saber de mim?
Reparei que sou dependente. Dependente das coisas, das pessoas, dos animais... de tudo.
Esta dependência torna-me incapacitada perante esta vida independente de todos e de tudo.
Só sobrevivo porque existe muito mais para além de mim, do meu mundo. Porque, se fosse o contrario, eu murchava por não ter a quem agarrar para respirar.
Escuta.
As nossas vidas são assim tortas mas para além de tortas são vidas.
Podem ser tudo do menos de mais rasca qualidade que existe, mas são vidas.
São nossas.
Ai, longe, nesse pais frio envias-me frases em sonhos e este nosso e teu pais natal congela.
Nada ou pouco sei de ti, por isso...
Escuta.
O meu coração querer crescer. Melhorar estas feridas, combater este frio.
Vem, foge daí... não deixes que sigam o teu rasto.
Não deixes que mais um e outro tal, minhas peças importantes, sigam esses teus passos independentes. A que me resumiria, afinal?
Escuta.
O sofrimento apoderou-se á sensivelmente a um ano.
Quando alguém partiu e não voltou...
Escuta.
Traz ele de volta. E volta.
Escuta.
No meio de fragmentos preenchidos pela distancia, numa noite de Natal, encontraste longe do nosso porto de abrigo. Pelo teu caminho, vai um dia, meu coração.
Esse dever chama-lhe. Esse dever é seu direito.
Pudera eu, com as minhas mãos cansadas, evitar essa partida. Partida para o meio de uma guerra que nem a ti pertence e já tu estavas em guerra no teu sóbrio quarto.
Evito pronunciar as dores desta separação, mas escrevo.
Olhas ao teu redor, encontras tudo, tudo. Sentimentos envolvidos em sangue, corações partidos, vidas desentendidas e fragmentadas... mas, isso vias cá!
Escuta.
Porque decidiste ir? Por saberes que eu também iria?
O mundo é dolorosamente menos amplo de cores do que a vida teima em afirmar.
A nossa terra continua no mesmo estado. Queres saber de mim?
Reparei que sou dependente. Dependente das coisas, das pessoas, dos animais... de tudo.
Esta dependência torna-me incapacitada perante esta vida independente de todos e de tudo.
Só sobrevivo porque existe muito mais para além de mim, do meu mundo. Porque, se fosse o contrario, eu murchava por não ter a quem agarrar para respirar.
Escuta.
As nossas vidas são assim tortas mas para além de tortas são vidas.
Podem ser tudo do menos de mais rasca qualidade que existe, mas são vidas.
São nossas.
Ai, longe, nesse pais frio envias-me frases em sonhos e este nosso e teu pais natal congela.
Nada ou pouco sei de ti, por isso...
Escuta.
O meu coração querer crescer. Melhorar estas feridas, combater este frio.
Vem, foge daí... não deixes que sigam o teu rasto.
Não deixes que mais um e outro tal, minhas peças importantes, sigam esses teus passos independentes. A que me resumiria, afinal?
Escuta.
O sofrimento apoderou-se á sensivelmente a um ano.
Quando alguém partiu e não voltou...
Escuta.
Traz ele de volta. E volta.
Escuta.