E no fim...
A despedida foi dura mais do que suportável. As pernas tremiam e fazia-se de tudo até o impossivel para não chorar. Imaginava-se o que ia na cabeça das outras pessoas que não habitavam a tua vida, pensava-se enquanto dinheiro tinham na carteira, pensava-se na quantidade de sofrimento depositado naquele limite humano que separam os que ficam dos que vão. Continuei a contar os segundos que restavam contigo e hoje conto os que faltam para estar contigo.
Não olhei e virei costas. Virei costas aquilo que não espera que me acontecesse. Ainda hoje não acredito que não estas aqui comigo. Anseio por sinais teus, daqueles que eu saiba entender, daqueles que te faça querer não me esquecer.
A dor habita e dorme comigo todos os dias, naquele lugar que era só teu.
Vou esperar.
Esta dor vai diminuir e vou ser paciente.
Meu amor.
Meu amor autentico que a saudade dá a certeza.
DP
sussurros sem retorno.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
terça-feira, 30 de julho de 2013
366 + uma semana. (inicio da jornada)
Dia 1, da semana anterior a partida.
Iniciamos esta corrida de emoções, atrás de borboletas que engarrafamos com os abraços apertados de um 'não vás', 'não me deixes', exactamente iguais a força dos meus dedos entrelaçados nos teus. Um constante adeus, um constante querer, um constante aperto da tua futura ausência. Percorremos caminhos, cantados, falados, digitados, sempre tocados pela alma, pela essência daquele canto quente de quem corre por gosto sem nunca cansar. Seria um bom exemplo de Variações tirando o som a sua música, marcando pela pele as suas letras, os seus poemas daquilo que costumávamos fazer e não vamos fazer mais.
O inicio foi polimorfo. Como só tu sabes ser.
Duvidei, no entanto avancei. E eu agora sei que me vais abandonar.
As sementes reproduziram-se num campo em que querias garantir sempre e sempre que seria um deserto. Até hoje não sei o quanto ainda consciente tinhas para me dar e evitaste a todo o custo, por este prazo de validade, por esta ida sem mim, sem, sobretudo, nós, sem, essencialmente, a misera tentativa de tentar um esforço, por nós, assim como quem faz por fazer, um esforço por viver. Por vivermos.
Com este fim, não te sei dizer se valeu a pena estes meses. Se valeu a pena, porque não conseguem assegurar, pelo menos, uma tentativa de superar a distancia? Combater a maldita e estabelecer a ponte da barca para esta luta?
Eu quero lutar.
Eu quero esperar.
Mas, contigo.
DP
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
.
Em cada dia, descubro mais palavras, ou melhor, uma nova visão das mesmas. Sei, finalmente, ser querida! Engraçado, não? É verdade - querida no sentido de me quererem em algum lado, para alguém. Outra palavra é o desenvolver, ao contrario daquilo que ela significa, se analisarmos pelo des-envolver, verificamos que eu não quero desenvolver nada contigo, mas sim envolver. E muito! Posso, ainda, acrescentar o explicar que se liga com o dobrar sobre e eu adoro dobrar-me sobre os nossos temas. Em suma: são palavras! Aquilo que eu e tu temos vindo a ter de mais... quando eu só quero me sentir mais presente na tua vida, nesse teu aquário sem peixes, sem mim. Seria uma dama e um vagabundo, mas sem coragem, sem o destino premeditar o nosso caminho.
terça-feira, 17 de julho de 2012
n.is.perfect.
Sentei-me e entendi que a desfiguração daquilo que sou pode, sem dúvida, travar caminhos perigosos, desmentido toda a minha verdade, descrita nas minhas linhas faciais que poucos ousam percorrer. Raiva! Raiva! Aceito o que não sou perfeita, aceito que não me aceites mas não me recuses! Houve magia deturpada com sexo. Fala-me e escreve-me. Quero continuar a ler-te... Não me recuses, mesmo com esta raiva por não.
terça-feira, 10 de julho de 2012
S.O.
Aquilo que é uma planície raramente falha no seu alvo, sendo sempre respeitado pelas linhas os contornos daquilo que seria um caminho. Daí que me sinto sempre saber exactamente até que ponto uma balança pode estar numa planície, planície essa sem inclinação. Mas, o problema não se resume a essa falta de peso para um ou outro lado, ou seja, essa falta de inclinação - aquilo que suscita mais duvidas e severas angustias centra-se na capacidade de existir realmente uma balança numa planície ou uma planície numa balança. Daí que eu lide mal, pessimamente com esta situação. Com um trajecto com descidas, subidas, atrasos e adiantos... Sei perfeitamente que nem tudo é linear, nem podia ser... no entanto, acredito na constante de uma vontade ainda não realizada, na constante de uma personalidade ainda não completada. duvido, seriamente, deste desejo ardente que me trai e espeta dor. Só me falam de honestidade e perfilho dessa ideia. Sofro, em silencio porque é isso que me dás, sendo eu uma fiel espectadora daquilo que me dás, daquilo que me tiras, do que me consentes e não sentes. Sufoco neste aperto fechado que não me dás! Planície é aquilo que não és, sendo eu apenas uma mera curva em que das uma volta e desapareces.... Como todos os outros. Querem sempre mais curvas quando só tenho rugas nas mãos de carinho.
Assinar:
Comentários (Atom)